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Onomástica

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Ao nascimento dos apelidos, a maior parte dos apelidos têm origem 1. em alcunhas, 2. em nomes de terras de onde as pessoas são naturais ou terras que possuem (toponímia), e 3. em nomes de profissões. Muito menos numerosos são os apelidos derivados de outras fontes como a religião, concessões régias, etc.

 

  Nome Tipo Primeira aparição
      (na minha árvore)
       
A

Abrantes

O nome tem origem na cidade do distrito de Santarem, na região centro de Portugal. Abrantes e o seu castelo foram conquistados por D. Afonso Henriques, em 1148, aos Mouros. Recebeu foral em 1179, em recompensa da resistência oferecida aos sitiantes marroquinos. Pensa-se que a cidade terá origem celta. O nome Abrantes virá do latim aurantes (declinação de a palavra ouro).

 

Topônimico 7ma geração, meio do século XIX
 

Abreu

O nome seria derivado de Evreux, uma cidade francesa na Normandia. O primeiro Abreu seria  Gonçalo Martins de Evreux e depois de Abreu, hum dos companheiros do Conde D. Henrique e Mordomo-mor da Rainha D. Thereza. Gonçalo Martins de Abreu recebeu terras em Valença do Minho e fundou a torre de Abreu.

 

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Topônimico 11ra geração, fim do século XVII
  Affonço

Nome originado do germânico "adalfuns", formado pelos elementos adal, que quer dizer "nobre" e funs, que significa "pronto", "preparado", "apto"...

 

Primeiro nome 12da geração, meio do século XVII
  Alves / Alvares

Forma genitiva de Alvaro, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
  Antunes

Forma genitiva de António, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
  Assunção

 

Religioso  
B Barbara

Nome originado do latim "barbara", forma genitiva de barbarae, que significa "estrangeira".

 

Primeiro nome 7ma geração, início do século XIX
  Bernardes

Forma genitiva de Bernardo, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
  Borges

O nome é considerado como lusofono, mas é frequente em varios paises (Inglaterra, França, Belgica, Espanha...). A hipótese que privilegio (o patronímico) é a seguinte : o nome é a forma genitiva de "Borja", sendo este um apelido topônimico derivado da cidade espanhola Borja da provincia de Saragoça. Foi esse nome Borja que derivou em Borgia na Itália.

 

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Patronímico 12da geração, meio do século XVII
  Bravo

 

Alcunha  
C Campos (dos)

 

Alcunha  
  Cardoza/Cardozo

O nome significa "terreno abundante em cardos" ou "chão de cardos", que é uma planta espinhosa. Por extensão, o nome poderia sera dado na Idade Média como alcunha a uma pessoa árdua ou na defensiva.

 

Alcunha 12da geração, meio do século XVII
  Clara

Nome originado do latim "clarus", "clara", que significa "glorioso" ou "brilhante".

 

Primeiro nome 7ma geração, início do século XIX
  Conceição (da)

 

Religioso  
  Costa

 

Topônimico  
  Cruz (da)

 

Religioso  
D Dias

 

Alcunha  
E Esteves

Forma genitiva de Estevão, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 13ra geração, início do século XVII
F Fernandes

O nome é a forma genitiva de Fernando, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 12da geração, fim do século XVII
  Francisca/Francisco

Nome originado do latim medieval "franciscus", originado do germânico frank, que quer dizer "franco" ou "livre", com o sufixo isk que significa "que tem a qualidade de".

 

Primeiro nome 13ra geração, início do século XVII
G Gomes

Forma genitiva de Gomo, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV. Gomo ou Gome é originado do germânico e significa "homen".

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
  Goncalves/Gonsalves

Forma genitiva de Gonsalvo ou mais frequentemente Gonçalo, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 12da geração, início do século XVII
  Gouveia (de)

O nome tem origem na cidade do distrito da Guarda, enquadrada na encosta noroeste da Serra da Estrela. Foi colonizada a época romana, da qual se diz advir o nome de Gouveia (do latim "gaudere", local de prazer ou satisfação).

 

Fonte : História de Gouveia

 

Topônimico 13ra geração, início do século XVII
H Henriques

O patronímico deriva do nome próprio Henrique, principalmente usado em França, e Inglaterra, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
I Ignacia/Ignacio

O nome é originado do nome de família romana Egnatius ou do nome latim "Ignatius" de Ignis, que significa "fogo".

 

Primeiro nome 7ma geração, fim do século XIX
J Jacinta, Joaquina, Jorge, Joze, Jozefa

 

Primeiro nome  
M Macedo

 

   
  Maria

 

Primeiro nome  
  Marques

Forma genitiva de Marco, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 11ra geração, fim do século XVII
  Martins

Forma genitiva de Martin, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico 12da geração, início do século XVII
  Mendes, Menes

 

   
  Mestra / Mestre

 

Alcunha 11ra geração, fim do século XVII
  Monteira / Monteiro

 

  6ta geração, meio do século XIX
  Mota

 

  5ta geração, meio do século XIX
N Nave

 

   
  Nunes

 

   
P Pedro

Com este apelido, observamos um caso recente de primeiro nome passado como apelido e nome de familia a seguinte geração.

 

Primeiro nome 5ta geração, meio do século XIX
  Pereira

 

Topônimico  
  Pina

 

   
  Pires

 

   
  Preguiça

 

Alcunha 6ta geração
R Reis

 

Alcunha 4ta geração, fim do século XIX
  Ribeira / Ribeiro

 

Topônimico 11ra geração, fim do século XVII
  Rodrigues

 

Patronímico 11ra geração, início do século XVIII
S Senna

 

   
  Silva

 

   
  Simão

 

Primeiro nome  
  Simoens

Forma genitiva de Simão, nome próprio do pai transmitido ao filho, antes de ser fixado como apelido a contar do século XV.

 

Patronímico  
  Sobral

 

   
  Sousa

O sobrenome Sousa, ou Souza, pertencente a uma das mais antigas e nobres famílias portuguesas, é classificado como sendo de origem habitacional.O sobrenome se originou durante o reinado dos Godos.

 

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Topônimico  
T Teixeira

 

   
V Vaz

 

   
  Viegas

A forma patronímica, Viegas, transmitiu-se às várias famílias portucalenses em que havia um pai chamado Egas sendo de influênça moçárabe. Os nomes de pessoas árabes abundaram extraordinariamente entre os cristãos e até se comporam patronímicos cristãos com o árabe iben filho, plural bani

 

Encontra-se o patronímico Beneegas ou Benegas em 991- filho de Egas - antes que se transforma em Venegas em 1258, e enfim em Viegas.

 

Apelido derivado 11ra geração, fim do século XVII
X Xista

 

  5ta geração, fim do século XIX

 

 

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