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Apelidos

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Na acepção vulgar o apelido é qualquer nome usado em comum por toda a família.

 

 

O patronímico é o nome próprio do pai transmitido aos seus filhos (unicamento os seus descendentes direitos). Por extensão, o matronímico é o nome próprio da mãe transmitido aos seus filhos.

 

Em Portugal até ao século XII, a regra do patronímico foi seguida rigorosamente. O segundo elemento dos filhos era tirado do nome próprio dos pais : punha-se à frente do nome pessoal o nome do pai, com a forma genitiva ou uma palavra indicativa de filiação, como filius ou proles.

Exemplo : Onega Lucides era a filha de Lucídio Alvites e era neta pelo lado paterno de Alvito Lucides.

 

Outros nomes de familia

 

A genealogia francesa é simples porque não conhece o patronímico : os nomes de família, os apelidos, são transmitidos pelo pai. Assim cada criança, menina ou menino, tem o seu nome próprio seguido do nome de família do pai, que é também o nome do avô paterno, do bisavô paterno... E assim até ao séc. XII quando foi abandonado o uso do nome simples e adoptado o nome de família único (nome de lugar, nome de profissão, sobrenome ou nomes apelativos...).

 

A genealogia portuguesa é diferente, e muito mais difícil a realisar porque a filiação dos apelidos não respeita uma única regra. Ou para ser mais preciso, respeitou varias regras no passado. Em grande parte das famílias portuguesas, o apelido não era partilhado por todos os membros, o que nos força a rejeitar a definição inicial.

 

>> Leia mais sobre a história dos apelidos em Portugal

Onomástica, antroponímia e indice dos apelidos

 

A onomástica é o estudo dos nomes próprios de todos os gêneros, das suas origens e dos processos de denominação no âmbito de uma ou mais línguas ou dialectos. A antroponímia é o estudo dos nomes próprios das pessoas, sejam prenomes ou apelidos de família, e que tem grande relevância para a história política, cultural, das instituições e das mentalidades.

 

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Onomástica. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009

Antroponímia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009

 

Considera-se que o estudo dos antropónimos começou no século XVII. Algumas das obras desta época, como o Traité de l'origine des noms et des surnoms de A. de La Rocque (Tratado da Origem dos Nomes e Apelidos, 1681), ainda hoje têm valor científico.

 

É curioso notar que a grande maioria das obras publicadas sobre este tema são estrangeiras. Ainda está por fazer um estudo definitivo da onomástica portuguesa. Mas há trabalhos parciais, desde o Onomástico Medieval Português de A. A. Cortesão aos valiosos estudos de José Pedro Machado, passando pelas obras de J. Leite de Vasconcelos, Sousa Viterbo, Paiva Boléo, Pedro Serra e outros.

 

Desde o final do séc. XVI começou uma época de grande indisciplina no uso e transmissão dos apelidos que durou até ao séc. XIX. Ora é precisamenta a época principal das pesquisas genealógicas. A situação própria a Portugal faz que as pesquisas por nome nos portais de genealogia na internet ficam menos eficazes.

 

Uma tabela, ou um indice dos apelidos, seria necessariamente incompleta ou ineficaz por causa desta indisciplina no uso dos apelidos. Mas, apresentar a onomástica da minha família é um ferramento para partilhar os antepassados comums.

 

>> Consulte e participe a enriquecer a onomástica da minha família

 

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